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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Bar X Celular - Filosofia de boteco:


Um dos maiores méritos da cerveja no desenvolvimento da sociedade é o seu poder de unir as pessoas, de criar grupos sociais nos quais podem ser desenvolvidas as mais variadas práticas, que vão de uma relaxante conversa até bons negócios. Com algumas doses de cerveja perdemos aquele pudor exagerado que a sociedade nos impõe e aumentamos a necessidade de socializar, a mesa de bar sempre foi palco do surgimento de grandes amizades, relacionamentos amorosos e até comercias.


Por outro lado o celular tem se tornado cada vez mais um grande meio de comunicação e socialização, entretanto, VIRTUAL. Hoje é mais fácil apertar algumas teclas para chamar o colega de trabalho para uma happy hour do que dar alguns passos convidá-lo pessoalmente, e nesse momento poder se comunicar com os mais variados sentidos, perceber pelo seu tom de voz ou sua fisionomia se ele realmente que ir ou até qual tipo de entretenimento seria a melhor pedida para o dia.

Inspiradas na profunda paixão do brasileiro por cerveja surgiram duas grandes criações para obstruir o uso do celular na mesa de bar:

A cerveja gaúcha Polar, marca distribuída pela Ambev, lançou um porta-garrafa que bloqueia o sinal de aparelhos celulares. Segundo a marca, o objetivo é evitar que as pessoas reunidas na mesa do bar acabem por interagir mais com o aparelho móvel do que com aqueles ao seu redor.

O “anulador de celular” terá funcionamento semelhante aos bloqueadores de sinal presentes em alguns presídios. A grande diferença do gadget é a redução no raio de alcance, reduzido para o tamanho de uma mesa de bar (cerca de 1,5 metro), segundo a empresa.

O sistema funciona co uma bateria recarregável na eletricidade, que dura cerca de 4 horas. Dessa forma, os estabelecimentos não precisarão substituir os equipamentos, bastando apenas recarregá-los.

Assista a esse comercial sensacional do produto:



Já em São Paulo, criado pela agência de publicidade Fischer&Friends, o 'Copo Offline' do Salve Jorge tem um recorte especial em sua base. Para que o copo não tombe, as pessoas precisam "encaixar" o celular no copo. 

Os viciados em celular não precisam ter medo de danificar o telefone: o formato do copo, maior e mais fino, foi projetado para inibir a chance de o "suor" da cerveja molhar o celular.



Fontes: www.uol.com.br e www.veja.com.br

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bar Rocko - Cerveja e boa música em um ambiente agradavelmente rústico:




Jair
Tapuias, From Hell, Bar Rocko, este lugar sempre se chamará "Bar do Jair". Fundado em 2008, no centro histórico de São Luís/MA, é um roteiro certo para quem quer ouvir um bom rock n' roll, tomar boas cervejas e vislumbrar o mais belo pôr-do-sol da ilha. Jair é uma figura lendária na cena undergroud da cidade, com um senso crítico único, está sempre disponível para um conversa. Lá não há garçons, tampouco regras de etiqueta, se quiser uma cerveja vá até o freezer e pegue a sua. Hoje a casa conta mais de 20 tipos de cerveja, importadas, nacionais e artesanais.



Depois que a noite cai, um dos grandes atrativos do bar é a projeção de filmes e DVDs  musicais, que vão do blues/Jazz ao metal extremo. O público do bar é bastante eclético, em sua maioria alternativo, formado por turistas que visitam a parte histórica da cidade, amantes da boa música e entusiastas das boas cervejas. 

Jair conta que o gosto por cervejas especiais surgiu repentinamente após provar uma cerveja escocesa, a Brew Dog 5 A.M, ele diz que foi sua primeira grande cerveja. 


O bar também recebe eventualmente apresentações artísticas e em sua programação está agendada, para o dia 09 de agosto, a SLZ THRASH NIGHT, que marca o retorno da banda SORED de thrash metal, além da presença das bandas BLACKROCK e NO_OSSO. Em setembro, na sexta feira 13, o local receberá a banda CANYON de rock progressivo. 

O Bar Rocko fica localizado no 2º de um dos casarões históricos no centro da cidade, na rua Humberto de Campos, próximo à Praça Nauro Machado. Tel.: (98) 8781-9881/ (98) 81279789.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Teor alcoólico, equilíbrio e sabor:


Um dos objetivos deste blog é acabar com vários mitos sobre a cerveja que estão fomentados na mente da pessoas. Um deles é a confusão entre a complexidade  e equilíbrio do sabor e o teor alcoólico. É muito comum ouvir falar nos botecos uma velha discussão sobre qual cerveja seria a mais "forte", com intuito de  se afirmar qual seria a mais inebriante. Sendo que todas as opções de cervejas disponíveis no boteco possuem o mesmo teor ou uma diferença imperceptível mesmo aos paladares mais apurados. Outro frequente equívoco é associar características como amargor ou adstringência com a "força" da cerveja, quando na verdade o equilíbrio entre os ingredientes é a fórmula para uma cerveja se tornar mais ou menos fácil de ser bebida, ou , mais ou menos agressiva ao paladar menos treinado. Dependendo de sua composição temos cervejas com elevado teor alcoólico, mas com sabor doce, com predominância dos maltes, e cervejas amargas e/ou adstringentes mas com uma pequena proporção alcoólica.

Ronaldo Morado elucida em seu livro "Larousse da cerveja":

O álcool geralmente não é percebido quando em quantidades inferiores a 6% por volume. Em concentrações baixas ele favorece o sabor e intensifica certos aromas e perfumes.

O Brasil, devido ao seu clima e cultura cervejeira, produz poucos exemplares com alto teor de álcool como a  Baden Baden Red Ale e a Perigosa IPA com 9,2%, a Eisenbahn Lust com 11%, ou a artesanal Anner maria degolada special  com 14%, cervejas as quais o sabor do álcool passa despercebido em algumas ou fica evidente em outras.

Hoje, têm-se como valores para avaliação os seguintes dados:

- Sem álcool: menos de 0,5%.
- Baixo teor: entre 0,5 e 2,0%.
- Médio teor: entre 2,0 e 4,5%.
- Alto teor: entre 4,5 ou mais.

O teor é obtido durante o processo de fermentação, onde ocorre a transformação através das leveduras de açúcares  em CO² e Etanol. É comum ocorrer a refermentação na garrafa para se conseguir níveis mais altos e sabores mais pronunciados. O percentual de álcool influencia mais na transformação dos sabores do que na sua própria aparição dentro deles. Sua presença  de forma demasiada no sabor pode ofuscar outras características do líquido a ser bebido. Existem boas cervejas com alto teor e com poucas notas de álcool no paladar como a Eisenbahn Strong Golden Ale com 8,5%, onde predominam lúpulo, malte e as especiarias, depois o álcool.

O sabor de uma cerveja se dá pelo conjunto de vários fatores como o processo fermentação, materiais usados: lúpulo, malte, cevada, etc. A quantidade desse extrato também é fator importante, são consideradas da seguinte forma:

- Cerveja leve, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 5% e inferior a 10,5%.

- Cerveja comum, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 10,5% e inferior a 12,5%.

- Cerveja extra, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 12,5% e inferior a 14,0%.

- Cerveja forte, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 14,0%.

 Assim, na maioria dos casos, a quantidade de álcool não é a maior influencia no sabor, sendo apenas mais um elemento característico, que pode acrescentar ao líquido características mais quentes ou picantes.

Com esse falso conceito quebrado, neste site 50 Strongest Beers In The World , pode-se conhecer uma lista das cervejas mais embriagantes do mundo.


Uma das mais potentes neste quesito é a  Sink the Bismarck, produzida pela BrewDog possui incríveis 41% ABV! Ela pode derrubar facilmente o mais hábil bebedor de pinga! Seu nome significa "afunde o Bismarck", referência a um navio alemão da segunda guerra, que também intitulou um filme inglês na década de 60. Ela pode ser adquirida no site do fabricante (http://www.brewdog.com/) por £40.00.

A atual campeão é também de uma cervejaria escocesa, a Brewmesiter, ela está lançando uma cerveja com 65% de álcool – o nome, sugestivo e quase redundante, é Armageddon. 

"O líquido é um pouco mais viscoso que o normal e a receita leva malte caramelo, trigo, aveia em flocos e água de nascente. O segredo para a quantidade ignorante de álcool não está nos ingredientes, mas em um pequeno detalhe do processo de fabricação: em dado momento, a mistura toda vai pro freezer e como a água congela, mas o álcool não, o excesso de água é retirado, fazendo com que a porcentagem de álcool dispare." 

Como toda boa cerveja, deve ser degustada atenciosamente e com moderação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Universo da Cerveja - Harmonização com Queijos:

Dizer que vinhos e queijos não "casam" bem é uma maneira bastante confiável de causar espanto em seu interlocutor. Ainda mais se a frase seguinte for "a combinação ideal é com cervejas". 

Garrett Oliver, mestre-cervejeiro da nova-iorquina BrooklynBrewery, e uma sommelière apresentam cervejas e vinhos a uma plateia, para harmonização com queijos. No final, a decisão é do público - que, em geral, tende à cerveja.






Aproveite estas dicas saborosas e conheça mais  sobre o universo da cerveja!



Veja aqui a matéria completa publicada no Estadão.


Cheers!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vinhos e Rock n' Roll

O mais recente lançamento ("pesado") do mundo dos vinhos é a série AC/DC, direto de sua terra natal, a Austrália, os rótulos levam nomes de clássicos da banda como   "Back in black Shiraz", "You shook me all night long Moscato", "Highway to hell Cabernet Sauvignon" e 'Hells Bells Sauvignon Blanc". 


A vinícola responsável é a australiana Warburn Estatede. Os valores das garrafas ainda não foi revelado, mas terá preço de safra especial.






Esta não é a primeira nem a última homenagem à boa música moderna e pesada, veja algumas bandas que já tiveram seus logos estampados nas garrafas envelhecidas:





O WHITESNAKE e Dennis de la Montanya (De La Montanya Vinhos & Vinhedos) apresentaram em 2010 o Whitesnake Zinfandel.


O frontman da banda, David Covardale, comenta: "É um pequeno e insolente vinho cheio até a borda com uma essência sexy e escorregadia..."





Em 2008 o Iron Maiden lançou seu primeiro vinho, o Eddie's Evil Brew, feito de uvas chilenas da família Merlot. A garrafa, comum, tem o rótulo com o mascote da banda na versão da turnê mundial Somewhere Back in Time. O Eddie’s Evil Brew, custava £ 15.00, e foi vendido no site oficial da banda.

Os membros do Fan Club, podem comprar a versão 2010.







A Wines that Rock, é uma empresa norte americana que produz vários rótulos de vinhos inspirados no bom e eterno Rock n' Roll, veja alguns deles:



"O Cabernet Sauvignon 2006 capta a atitude do estilo Pink Floyd. Aromas de cassis e cereja são seguidos por ricos sabores do cassis, tostado fava de baunilha e notas de chocolate. Desfrute este vinho seco vermelho rico, com pratos de frango saudável, carne de cordeiro, e massas molho vermelho."







O Merlot 2007Rolling Stones. Aromas de cereja preta, com notas de menta são seguidos por ricos sabores de ameixa, cereja preta, açúcar mascavo, canela e cedro.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os Segredos do Colarinho

Colarinho, espuma ou creme, são seus nomes. Sua importância, normalmente, é o primeiro conhecimento que se adquiri sobre cultura cervejeira entretanto, sua utilidade ainda é muito mitigada no meio das cervejas de massa e sua presença chega a irritar alguns consumidores, achando que a cada copo estão sendo 'usurpados' preciosos mililitros de cerveja. Na Europa é comum  os copos virem com a marcação de 'ml' estampada no vidro, deixando explícito o espaço reservado ao colarinho. No Brasil os copo também tem essa margem, mas não têm a marcação de mililitros.  

O creme surge através da liberação de dióxido de carbono (co²) que é dissolvido sob pressão no líquido, o CO² se reúni por aglutinação a moléculas de proteína, formando uma camada elástica sobre as bolhas que ao se acumularem formam o famoso colarinho. Ao se inclinar o copo durante o derramamento do líquido, tem-se menos formação de creme pois ao aumentar a área de contato inicial com o copo é facilitada a  fuga do CO². Para uma perfeita formação de creme, é necessário que o copo esteja bem limpo, sem resíduos e seco.

A textura, duração, coloração e tamanho do creme variam conforme as particularidades de cada cerveja e do copo. As de trigo tendem a ter um colarinho mais extenso e de fácil formação,  requerem copos mais longos e com bordas largas. O álcool desestabiliza as moléculas de proteína, consequentemente cervejas mais alcoólicas tem uma presença mais breve de creme.   A expressão "colarinho branco" não é regra aqui, mas sim que o creme seja apenas mais claro que a cerveja, podendo ser de branco a marrom. Enfim, o colarinho  tem sua formação em uma grande quantidade de variantes, sofrendo efeito até do Ph do líquido.

Suas principais funções são o controle da liberação do gás na cerveja, facilitação no desprendimento correto do aroma, preservação da temperatura (pois evita o contato direto do líquido com o ar) e ainda assim, por completar a estética de um bom chope ou cerveja. Ele não requer de um tamanho fixo para todos os tipos de cerveja, mas para uma boa Pilsen 2,5cm é de muito bom grado, assim como 4,0cm não é nenhum exagero para um Weiss.




Algumas cervejas recebem a adição de Nitrogênio, como a Guinness e a Murphy's, pelo sistema de "Draughtflow", onde uma bolinha contida dentro da lata libera o gás durante sua abertura, formando um colarinho extremamente cremoso, denso e duradouro.





A má fama do colarinho é facilmente explicável pois, além de ocupar um valioso espaço no copo, ele é um cartão de visitas para o líquido que está por vir, assim como uma cerveja do tipo Stout apresentará deliciosos aromas de café, chocolate, etc; cervejas com presença de oxidação, tão comuns nas populares, terão suas propriedades refletidas na espuma de forma enfática, já que ela (espuma) não estará "estupidamente gelada" o suficiente para adormecer suas papilas e disfarçar seu sabor, desta forma evidenciando seus defeitos. O colarinho também acumula polifenóis derivados do lúpulo, estes acrescentam tons levemente mais amargos ao seu sabor, assim agredindo paladares menos desenvolvidos.

Tal como acontece com o vinho, o aroma da cerveja é parte fundamental da experiência de degustação assim, o colarinho sendo o dosador da emanação de aromas, tem função ímpar nesta etapa. Mestres Cervejeiros trata-o como creme, pois algumas cervejas possuem colarinhos com textura e sabor tão pronunciados, que poderiam ser degustados a parte, como uma pequena  e deliciosa sobremesa.  

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A lenda do Casillero del Diablo


Vindo diretamente da vinícola chilena, Concha y Toro, o Casillero del Diablo é a linha mais conhecida e consumida no Brasil, sendo importado também para mais de 120 países. A lenda do Casillero del Diablo é uma das mais famosas em todo o mundo, talvez por conta do aspecto místico que a envolve.

Don Melchor de Concha y Toro, fundador da vinícola, trouxe para o Chile, em 1883, algumas cepas de  Bordeaux, França. Foram guardados em um lugar especial da adega, os barris com melhores resultados, para  consumo pessoal, este lugar se chamava  Casillero. Com o tempo, Don Melchor  percebeu que seus vinhos estavam sumindo, para explicar o sumiço e evitar o furto, ele criou a lenda que o Diabo habitava naquela adega. A lenda se espalhou pelos camponeses que não se atreveram mais a se aproximar da região. Além de levar o medo, a lenda se tornou marca do vinho, que unida a um bom marketing são alguns dos fatores que levaram ao seu sucesso. 


A vinícola Concha y Toro, é aberta para visitação. Abaixo uma foto do Casillero:

Uma boa pedida da marca é o Carmenère 2005, Reserva Privada: Elaborado a partir de dois vinhedos distintos, o vinho é um assemblage de 65% Cabernet Sauvignon e 35% Syrah, extraídas, respectivamente, dos Vales do Maipo (localidade de Pirque) e do Rapel (localidade de Peumo).

Vídeo contando a lenda em espanhol:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tiquira - Aguardente Maranhense: origem, fabricação e lendas.


Foto: Ana.
A Tiquira é uma aguardente típica do Maranhão, ela é considerada por alguns como a unica bebida genuinamente brasileira, pois diferente da cachaça que tem como matéria prima a cana (que foi trazida trazida ao Brasil), ela é feita a partir da sacarificação e fermentação da MANDIOCA que é nativa de nossas terras, mas ambas usam o processo de destilação trazido pelos colonizadores. 

Sua origem é dada nas tribos indígenas locais que utilizavam a bebida em festejos e rituais, mas, sabe-se que o  processo de destilação só chegou em nossas terras com os europeus, assim, permitindo apenas a existência de  alguma bebida usando a mesma matéria e  processo apenas semelhante. 

Hoje ela é produzida em diversos municípios do Estado, o maior produtor é o povoado de Mamede, em Barreirinhas, que ainda a fabrica da forma original: incolor. Posteriormente alguns produtores adicionaram folhas de tanja durante o processo  de destilação, dando uma cor lilás que tende a clarear com o tempo, mas, também é comum encontrá-la em uma cor vívida de violeta (azul-arroxeado) devido a adição de Cristal Violeta, um corante com propriedades anti sépticas e não permite alterações significativas na cor.   



Segundo o escritor Gonçalves Lima, a palavra Tiquira é originária da palavra Tupi Tikira que significa líquido que goteja, que pinga do alambique. Teria a sua origem entre os índios da Amazônia, tendo sido adotoda pelos habitantes do Maranhão como a sua bebida típica. Entre as bebidas destiladas da mandioca, apenas a Tiquira tem legislação específica.
Fonte: folder promocional da Tiquira do Lençóis – Sebrae/MA -2006



Como é Feita:

A fabricação tem início com a limpeza e retirada da parte tóxica da raiz, isso mesmo, a mandioca é uma "versão" venenosa da conhecida Macaxeira. Ela é prensada e colocada sobre uma chapa aquecida em forma  de bolos com 30cm de diâmetro, conhecidos como "beijus", até ter a parte interna ser cozida.

 Após o resfriamento à temperatura ambiente, os beijus ficam expostos ao ar  por até duas semanas onde ocorre a proliferação espontânea dos esporos dos fungos do ambiente(início da fermentação). É criada sobre os beijus uma flora de micélios, de cor rosada, nesta etapa ocorre a sacarificação. Em seguida ela é posta em um cocho (tronco de árvore com escavado) sobreposto com água. Em 24h pode-se encontrar uma massa de pouca resistência e xaroposa, deve ser mexida e posta para descanso por mais dois dias concluindo o processo de fermentação alcoólica, onde ocorre a transformação dos açúcares fermentescíveis do caldo em álcool, pela ação das leveduras que se desenvolvem no próprio ambiente da produção. Ela atinge de 38° a 54° GL.

Após esta etapa o mosto é destilado em alambiques de barro ou de cobre, ao fim de todo o processo resultam 15 a 20 litros de extrato concentrado, que fornece matéria para até 100 litros do produto final.

Cuidado com ela:

A Tiquira é bebida para poucos, possui teor alcoólico bastante elevado, tem sabor ácido e levemente adocicado. Aos menos acostumados com bebidas quentes, esta vai descer fervendo! 

Conta-se no Maranhão uma lenda que não se deve tomar banho ou sequer molhar os pés após beber esta pinga, sob risco de forte mal estar e até a morte! O mais antigos sempre contam algumas estórias trágicas sobre o fato.  Eu preferi não arriscar, se você quiser testar volte aqui para me contar, caso não volte, eu já sei a resposta...



  

domingo, 31 de outubro de 2010

Desfile da Oktoberfest 2010 (parte III)

Banda Nacional Verde Vale
Banda Blumenthal





Fahrradwagen





Planetapéia
 



Até 2011!


sábado, 30 de outubro de 2010

Desfile da Oktoberfest 2010 (parte II)

Cerca de 50 mil pessoas prestigiaram o último desfile oficial da 27ª Oktoberfest, que aconteceu no sábado, dia 23. Mais de 100 atrações passaram pela Rua Xv de Novembro para encantar o público.

Realeza 2009
Muita alegria!



Muito Chope!

Muito chope mesmo!

Fuscoptopéia!





Desfile da Oktoberfest 2010 (parte I)

Na na rua XV de novembro, acontece uma das maiores atrações da Oktoberfest de Blumenau, o desfile! A riqueza cultural da cidade é apresentada em carros de grupos folclóricos, de caça e tiro, a Realeza da Oktoberfest, além de brinquedos exóticos e bandas. Eles demonstram a música, a gastronomia e a alegria do povo de Blumenau.

Horas antes do desfile a cidade já está repleta de "fridas" e "fritz", como são chamadas as pessoas em roupas típicas.

Às 16:00h em ponto, começa o desfile.








Hurts Hagen

Danças Alemãs
 
Fanfarrões

Comidas..




Fridas

Várias gerações reunidas em uma exaltação cultural.