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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Degustação: Cerveja AC/DC


A BANDA DE ROCK  N' ROLL AUSTRALIANA AC/DC LANÇOU SUA CERVEJA NO ESTILO LAGER PREMIUM.

Comemorando em 2013 os seus 40 anos de estrada, a banda liderada por Angus Yong está na ativa e em "High Voltage", seu último álbum de estúdio vendeu 1.762.000 cópias na primeira semana e já passou das 7 milhões. 

A AC/DC Beer é uma parceria entre a banda e cervejaria alemã Karlsberg, que disponibilizaram a cerveja nas versões lata 500ml e barrilete de 5l, além do energético "High Voltage". 

Seu estilo segue  a lei de pureza alemã, e traz uma cerveja clara, leve e comercial.

Características:

Aparência: Dourada/palha, límpida, translúcida. Creme branco, de médio volume e duração. 

Aroma: Malte, cereais, floral.

Sabor: início doce, leve lúpulo, cereais. Alta carbonatação, corpo leve, retrogosto equilibrado e curto.

Percepções pessoais:

Cerveja abrigada em uma linda lata feita para conquistar a todos os fans do grupo. Seu líquido claro formou um médio colarinho, irregular e de média duração. No aroma percebe-se em primeiro plano cereais e o dulçor do malte, seguido por leve floral, em um conjunto discreto. O sabor tem suave doce inicial, acompanhado por levíssimos tons lupulados que passam rapidamente pela papilas e terminam de forma equilibrada, com mais adição de amargor que o inicial. O corpo é leve, com carbonatação elevada. Assim como a banda, esta cerveja foi feita para agradar a grandes públicos, entretanto aqui a "sonoridade" é mais leve e suave. Nota: 6,0.


Informações Adicionais:

Fabricante: Karlsberg Braueri
Origem: Alemanha.
Família: Lager.
Tipo: Lager premim/ Pale Lager 
Graduação Alcoólica:  5%
Temperatura ideal: 2 a 4º C.
Site: http://www.acdc-beer.com
Copo: Laguer, pilsner, caldereta.
Preço: R$ 19,00 - 500ml. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Degustação: Weihenstephaner Hefe Weissbier


Para fechar a rodada alemã provamos a Weihenstephaner,  produzida pela cervejaria mais antiga do mundo  em atividade, a Weihenstephan. Sua história tem início no séc. VIII, mais precisamente no ano 740, na cidade distrital de Freising, região administrativa da Alta Baviera, a cerca de 45km de Munique. Em 1021 se tornou a Abadia de St. Stephenem, mas só em 1040, adquiriu a licença para produção, sendo esta última a data oficial na contagem de sua fundação. Freising além da próximidade  de Munique, é um rico destino cervejeiro pois junto à fabrica funciona a Universidade Técnica de Munique, que possui o maior acervo de leveduras do mundo.

Características:

Aparência: cor dourada, turva. Creme aerado, volumoso, média duração.

Aroma: cravo, banana, pão (fermento), cereais. Suave.

Sabor: alta carbonatação, corpo médio/leve. Cravo, banana, pão (fermento), cereais.

Percepções pessoais:


Cerveja de bela aparência turva e creme abundante. O aroma é suave e traz as tradicionais características das cervejas de trigo com com cravo, banana e fermento. O corpo é suavemente mais leve que a média do estilo. A carbonatação é alta e traz ótimo frescor. Além das características apresentadas no aroma o líquido acrescenta um leve tostado, conferindo um leve amargor, mesmo assim predominando o dulçor do malte.O final é suave e equilibrado. É uma cerveja bem tradicional e bom referencial para o estilo, sem surpresas.  Nota 7,5.


Informações Adicionais:

Fabricante: Bayerische Staatsbrauerei Weihenstephan
Origem: Alemanha.
Família: German Weizen.
Tipo: Hefe Weiss
Graduação Alcoólica: 5.4%.
Temperatura ideal: 6 a 8º C.
Copo: Weizen.
Preço: R$ 12,90 - 500ml.
Custo benefício: Regular.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alemanha consome quase 1/3 da cachaça exportada pelo Brasil.


Segundo levantamento do Instituto Brasileiro da Cachaça, alemães importaram quase 3 milhões de litros da bebida no ano passado. 

Exportação de cachaça aumentou 8,35% em 2011

Os exportadores de cachaça comemoram valores recordes de vendas em todo o mundo. De 2010 para 2011, o setor registrou um aumento de 8,35% no montante alcançado com as vendas, que bateu na casa dos 17,2 milhões de dólares no ano passado. Além da Alemanha, Bolívia (que compra 10,1% da cachaça exportada), Paraguai (8,7%), Portugal (8,3%) e Estados Unidos (5,5%) estão, respectivamente, entre os maiores importadores da aguardente de cana brasileira.
A boa imagem do Brasil no exterior – e, com ela, a aceitação da cachaça pelos paladares estrangeiros – é considerada um dos principais motivos para o chamado "boom da caipirinha". O caminho trilhado até que a brasileiríssima pinga se tornasse um sucesso de vendas no exterior não foi fácil. Leila Lopes, coordenadora de mercados internacionais da cachaça Pitu, conta que ao longo dos 42 anos de atuação na Alemanha foram necessárias algumas mudanças estratégicas para que a bebida ganhasse respeito e espaço nas prateleiras dos mercados do país.
"Inicialmente, a gente não oferecia uma embalagem diferenciada. Nossa cachaça era comercializada em garrafa comum de cerveja, por isso não era considerada apropriada para concorrer no mercado internacional", conta Lopes, explicando que desde os anos 1970 a bebida é exportada do Brasil, mas engarrafada na Alemanha
A boa imagem do Brasil ajudou no 'boom da caipirinha' no exterior

Segundo ela, foi necessária outra adaptação na fórmula da bebida. "O produto no Brasil é adoçado. Já o exportado não é, por exigência do consumidor", revela. Surfando na boa onda de aceitação da bebida brasileira, o importador da Pitu na Alemanha – que, segundo Lopes, já responde por 64% do mercado alemão – oferece uma grande variedade de produtos, além da tradicional cachaça, com a marca da empresa: copo, socador, triturador de gelo, camiseta e até limão.
Classes A e B
O sucesso no exterior e os maiores investimentos na qualidade da cachaça vêm ajudando a bebida a conquistar novos e exigentes consumidores também dentro do próprio Brasil. Antes restrita às classes C e D, a cachaça vem sendo cada vez mais consumida pelas classes A e B, que consumiam mais vodka e uísque.
As marcas ganharam versões mais refinadas, como as envelhecidas em barris especiais, novas embalagens e sabores. As empresas passaram a investir mais em capacitação de mão de obra e marketing.
"Ainda não se serve cachaça num casamento no Brasil, por exemplo. Vemos que a bebida ainda é um pouco marginalizada no país", diz Leila Lopes. Confiante, porém, ela acredita que este é um cenário que, desde 2002, quando a cachaça recebeu um reconhecimento oficial do governo como produto típico brasileiro, está mudando.
Autora: Mariana Santos
Revisão: Soraia Vilela
Fonte: DW