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domingo, 25 de novembro de 2012

Degustação: Coruja Alba Weizenbock


Fundada em 2004, a "Bebidas Coruja LTDA" é uma das referências em cervejas artesanais no Rio Grande do Sul, sempre trabalhando com produtos diferenciados e  qualidade superior. A Alba Weizenbock é a cerveja da vez, saiba mais sobre ela.


Características:

Aparência: Líquido com cor de cobre, turva e com partículas em suspensão. Creme de boa formação, beje, denso e de boa duração.

Aroma: Caramelo, banana, frutado, herbal, lúpulo, condimentos (frutas cristalizadas e cravo) e leve álcool.

Sabor: Malte caramelado, banana, trigo, frutado, tostado, lúpulo, álcool. Média carbonatação, textura macia, final aquecido, boa drinkability.


Percepções pessoais:

Cerveja com ótima apresentação, sua bela coloração que vai do cobre ao marrom claro, com creme de  boa formação e duração. O aroma tem composição de boa complexidade para o estilo e traz notas tradicionais de caramelo, banana, trigo e leve cravo, adicionadas a tons herbais e frutados, com fina presença alcoólica. O sabor inicia doce e se apresenta aquecido e levemente picante. Fenóis de banana e trigo abundantes e lúpulo marcante ela deixa os sabores tostados em segundo plano. Sua carbonatação é média/baixa e o líquido tem textura macia. Apresenta bastante frescor e seu final é moderadamente amargo e de média duração. Sua drinkability é boa e une o frescor do trigo com a notas de torrefação. Seu estilo combina com pratos pesados da culinária alemã, como carnes fortes e também com grelhados. É uma boa representante do estilo no Brasil. Nota 7,75.

Informações adicionais:

Origem: Brasil.
Tipo: Weizenbock
Graduação Alcoólica: 6,8%
Temperatura ideal: 05º a 07º C
Copo: Weizen.
Site: 
http://www.coruja.com.br
Volume: 500ml
Preço médio: R$16,00




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Wäls lança cerveja de cana :

A cervejaria mineira Wäls, comandada pelos irmãos José Felipe Carneiro, 25, e Tiago Carneiro, 29, vai dar um toque tupiniquim à popular fórmula de água, malte de cevada, lúpulo e levedura, e acrescentar cana-de-açúcar na produção da “gelada”. 

O primeiro lote da produção da cerveja de cana, que chegará ao mercado com o nome de Saison de Caipira, estará sob a responsabilidade de uma das maiores autoridades na bebida do mundo. Garrett Oliver, da norte-americana Brooklyn Brewery, desembarca em Belo Horizonte no sábado para dar o pontapé inicial na produção da "cerveja mais brasileira de todas".

A projeção é de que a garrafa de 375 ml chegue ao consumidor final em dezembro, com o preço de R$ 18. Mas, para quem perder não der nem um gole nos 2 mil litros iniciais, a Wäls tem um alento. Passado o primeiro lote, a cervejaria mineira pretende manter a Saison de Caipira no portfólio, com uma produção de até 20 mil litros por ano. A Wäls estuda, inclusive, a possibilidade de exportar a cerveja de cana.
Produção à mineira
Para dar à cerveja o toque mais brasileiro da cachaça, a Wäls fechou uma parceria com o grupo mineiro Vale Verde, responsável pela produção de uma das cachaças mais tradicionais do país. Eles fornecerão à cervejaria um lote de cana-de-açúcar especial, com um dos melhores “brix” do mercado. O “brix” é um índice que mede o teor de sacarose da cana, que, no caso da Vale Verde, chega a 23%.
Segundo José Felipe, a Wäls investiu R$ 80 mil na produção do primeiro lote da bebida. Até o processo de moagem da cana será diferenciado. No primeiro lote, a Vale Verde vai fornecer 1 tonelada de cana para a Wäls. “A ideia é que essa cana se transforme em aproximadamente 400 litros de caldo.”O resultado da primeira cerveja de cana, claro, ainda é uma incógnita. Mas a expectativa é grande. “Esperamos um aroma muito frutado”, diz José Felipe. Mas, apesar do toque doce do caldo-de-cana, o teor alcoólico da Saison de Caipira deverá ficar entre 6% e 8%, acima dos 4% da cerveja tradicional.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Teor alcoólico, equilíbrio e sabor:


Um dos objetivos deste blog é acabar com vários mitos sobre a cerveja que estão fomentados na mente da pessoas. Um deles é a confusão entre a complexidade  e equilíbrio do sabor e o teor alcoólico. É muito comum ouvir falar nos botecos uma velha discussão sobre qual cerveja seria a mais "forte", com intuito de  se afirmar qual seria a mais inebriante. Sendo que todas as opções de cervejas disponíveis no boteco possuem o mesmo teor ou uma diferença imperceptível mesmo aos paladares mais apurados. Outro frequente equívoco é associar características como amargor ou adstringência com a "força" da cerveja, quando na verdade o equilíbrio entre os ingredientes é a fórmula para uma cerveja se tornar mais ou menos fácil de ser bebida, ou , mais ou menos agressiva ao paladar menos treinado. Dependendo de sua composição temos cervejas com elevado teor alcoólico, mas com sabor doce, com predominância dos maltes, e cervejas amargas e/ou adstringentes mas com uma pequena proporção alcoólica.

Ronaldo Morado elucida em seu livro "Larousse da cerveja":

O álcool geralmente não é percebido quando em quantidades inferiores a 6% por volume. Em concentrações baixas ele favorece o sabor e intensifica certos aromas e perfumes.

O Brasil, devido ao seu clima e cultura cervejeira, produz poucos exemplares com alto teor de álcool como a  Baden Baden Red Ale e a Perigosa IPA com 9,2%, a Eisenbahn Lust com 11%, ou a artesanal Anner maria degolada special  com 14%, cervejas as quais o sabor do álcool passa despercebido em algumas ou fica evidente em outras.

Hoje, têm-se como valores para avaliação os seguintes dados:

- Sem álcool: menos de 0,5%.
- Baixo teor: entre 0,5 e 2,0%.
- Médio teor: entre 2,0 e 4,5%.
- Alto teor: entre 4,5 ou mais.

O teor é obtido durante o processo de fermentação, onde ocorre a transformação através das leveduras de açúcares  em CO² e Etanol. É comum ocorrer a refermentação na garrafa para se conseguir níveis mais altos e sabores mais pronunciados. O percentual de álcool influencia mais na transformação dos sabores do que na sua própria aparição dentro deles. Sua presença  de forma demasiada no sabor pode ofuscar outras características do líquido a ser bebido. Existem boas cervejas com alto teor e com poucas notas de álcool no paladar como a Eisenbahn Strong Golden Ale com 8,5%, onde predominam lúpulo, malte e as especiarias, depois o álcool.

O sabor de uma cerveja se dá pelo conjunto de vários fatores como o processo fermentação, materiais usados: lúpulo, malte, cevada, etc. A quantidade desse extrato também é fator importante, são consideradas da seguinte forma:

- Cerveja leve, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 5% e inferior a 10,5%.

- Cerveja comum, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 10,5% e inferior a 12,5%.

- Cerveja extra, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 12,5% e inferior a 14,0%.

- Cerveja forte, a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 14,0%.

 Assim, na maioria dos casos, a quantidade de álcool não é a maior influencia no sabor, sendo apenas mais um elemento característico, que pode acrescentar ao líquido características mais quentes ou picantes.

Com esse falso conceito quebrado, neste site 50 Strongest Beers In The World , pode-se conhecer uma lista das cervejas mais embriagantes do mundo.


Uma das mais potentes neste quesito é a  Sink the Bismarck, produzida pela BrewDog possui incríveis 41% ABV! Ela pode derrubar facilmente o mais hábil bebedor de pinga! Seu nome significa "afunde o Bismarck", referência a um navio alemão da segunda guerra, que também intitulou um filme inglês na década de 60. Ela pode ser adquirida no site do fabricante (http://www.brewdog.com/) por £40.00.

A atual campeão é também de uma cervejaria escocesa, a Brewmesiter, ela está lançando uma cerveja com 65% de álcool – o nome, sugestivo e quase redundante, é Armageddon. 

"O líquido é um pouco mais viscoso que o normal e a receita leva malte caramelo, trigo, aveia em flocos e água de nascente. O segredo para a quantidade ignorante de álcool não está nos ingredientes, mas em um pequeno detalhe do processo de fabricação: em dado momento, a mistura toda vai pro freezer e como a água congela, mas o álcool não, o excesso de água é retirado, fazendo com que a porcentagem de álcool dispare." 

Como toda boa cerveja, deve ser degustada atenciosamente e com moderação.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Degustação: Baladin Wayan

Mais uma criação do cervejeiro italiano Teo  Musso, Wayan, é nome de sua filha. Ela tem como ingredientes trigo, trigo sarraceno, centeio, coentro, casca de laranja e especiarias. Seu estilo , "Saison" ou "Season", significa "estação do ano" ou "temporada". Ele surgiu no sul da Bélgica, onde era produzido no inverno e primavera e guardada para ser consumida no verão, nos dias mais quentes.

Características:

Aparência: Líquido dourado, com partículas em suspensão. Creme de boa formação, bastante aerado e curta duração.

Aroma: Cítrico, laranja e abacaxi. Cereais, coentro e especiarias.

Sabor: Cítrico, condimentado suave, especiarias. Alta carbonatação, sensação frisante. Leve acidez, retrogosto curto e pouco adstringente.


Percepções pessoais:

Esta saison de cor dourada, clara, apresentou um creme branco, abundante e breve. No líquido foi possível perceber a presenças de partículas de fermento em suspensão e uma boa quantidade de bolhas emergindo. Seu aroma, com predominância cítrica, também possui traços florais e de especiarias. O sabor é suave e complexo. Há equilíbrio entre o doce e o amargo e alguma acidez suavizada pela refrescância da elevada carbonatação. Seu final é semi seco e levemente adstringente. É uma cerveja ímpar e merece ser conhecida. Nota 8,0.


Informações adicionais:

Origem: Itália.
Tipo: Saison
Graduação Alcoólica: 5,8%
Temperatura ideal: 10º a 12º C
Copo: Taça, tulipa, goblet.
Site: 
http://www.baladin.it
Volume: 750ml
Preço médio: R$55,00

Conheça a história da Cerveja Guinnes:


sábado, 3 de novembro de 2012

Degustação: Bacchus Frambozenbier

A Bacchus Frambozenbier é produzida pela cervejaria belga Van Honsebrouck. Seu estilo é bastante particular, pois à primeira vista pensa-se ter uma cerveja tipo Fruit Lambic, ou seja, uma cerveja com frutas (não de frutas), onde pega-se uma Lambic e durante a fermentação é adicionado uma quantitativo de frutas que varia entre 10% a 30%,trazendo ao líquido sabores azedos e mais ácidos, processo usado na feitura da Bacchus Frambozenbier, mas que resulta em uma cerveja bem mais doce e menos ácida, com os sabores da fruta em destaque, que de fato se aproximaria mais de uma cerveja tipo Fruit Beer. Polêmicas de lado, vamos às peculiaridades. 

Características:

Aparência: creme médio, de curta duração, cor marrom com bordas avermelhadas.

Aroma: média soltura, doce, framboesa, cítrico, leve lúpulo.   
Sabor: doce, framboesa, leve ácido, cítrico, álcool, final seco, alta carbonatação, corpo médio, leve adstringência. 

Percepções pessoais:

Esta belga vem engarrafada em um vidro verde e liso, fechada por uma bela tampinha lilás. A embalagem é feita em papel vegetal trazendo o rótulo e as informações necessárias. No copo ela apresenta um breve colarinho beje que deixa apenas uma fina camada. Seu aroma adocicado traz bastante framboesa, frutado, leve cítrico e lúpulo em segundo plano. O sabor segue o aroma, em um conjunto equilibrado, entre dulçor, álcool e leve azedo, mas com predominância dos tons doces. Ela chega a ser bem mais natural que outras representantes do estilo, tanto das Fruit Beers quanto das Fruit Lambics. Tem o corpo médio, alta carbonatação com sensação frizante e leve adstringência. Seu final é doce e levemente azedo. É uma boa cerveja para gostos específicos, pessoas que apreciam sabores doces e para quebrar paradigmas que as cervejas tem que ser amargas. Nota 8,0.

 Informações adicionais:

Origem: Bélgica
Tipo: Fruit Lambic
Graduação Alcoólica: 5,0%
Framboesa: 12,5%
Temperatura ideal: 3º a 7º C
Copo: Tumbler, tulipa, flute, taça.
Site: http://www.vanhonsebrouck.be
Volume: 375ml
Preço médio: R$30,00

sábado, 27 de outubro de 2012

Lei Seca - Corra e garanta sua cerveja!

Foto: Gilson Teixeira


No Maranhão, o secretário de Estado de Segurança, Aluísio Mendes, expediu a Portaria de nº 1009/2012 que dispõe sobre a proibição de comercialização e consumo de bebidas alcoólicas ou de substâncias de efeitos semelhantes em locais públicos ou de acesso público como bares, restaurantes, boates e congêneres na eleição em 2º turno no âmbito do município de São Luís/MA.
A resolução entre em vigor a partir das 18h deste sábado (27), e se estende até as 21hs de domingo (28). O descumprimento da determinação consistirá na prática do crime de desobediência previsto no artigo 330, do Código Penal Brasileiro.
O infrator pego em flagrante será imediatamente encaminhado com a prova material do delito até a delegacia mais próxima para adoção dos procedimentos policiais pertinentes. As Polícias Civil e Militar, juntamente com o CBMMA, deverão fazer a fiscalização dos estabelecimentos comerciais.
O documento visa garantir a ordem do processo eleitoral e a tranquilidade de toda a sociedade, principalmente durante a votação no pleito de 28 de outubro, garantindo assim o bom exercício da cidadania.
Veja como a Lei Seca vai funcionar na sua cidade:

http://www.ebc.com.br/noticias/eleicoes-2012/2012/10/lei-seca-segundo-turno-eleicoes-2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cerveja custa 20 minutos de trabalho no Brasil


O brasileiro precisa trabalhar pouco mais de 20 minutos para conseguir comprar meio litro de cerveja, segundo pesquisa do UBS publicada pela revista The Economist. O tempo médio dos 150 países pesquisados é de exatos 20 minutos. Mas, no Brasil o preço de venda, em dólares, de meio litro de cerveja é de 1,70 dólar enquanto a média mundial é de 1,55 dólar.


Na vizinha Argentina, pouco menos de 15 minutos de trabalho bastam para comprar meio litro da bebida, que também custa, em média, 1,70 dólar. Já no Japão, onde o preço de meio litro é, em média, de 4,15 dólares, são necessários pouco menos de 20 minutos de trabalho para conseguir a mesma quantidade.


Nos Estados Unidos, o preço é de 1,80 dólar, mas em cerca de cinco minutos de trabalho é possível comprar meio litro. Já na índia, onde o preço médio é mais barato, 1,40 dólar, é necessário quase uma hora de trabalho para compra a bebida. 

Fonte: Exame

domingo, 14 de outubro de 2012

Degustação: Aventinus Weizen-Eisbock

Esta cervejaria já foi apresentada várias vezes por aqui, então vamos ao ponto: o que é uma Weizen Eisbock?

Este estilo merece uma apresentação dedicada, trata-se de uma cerveja de trigo de baixa fermentação, sim, uma lager. Dentre várias lendas, há uma história em comum: uma cerveja bock foi submetida às baixas temperaturas de um rigoroso inverno e teve parte do seu líquido congelado, esta parte foi retirada e o que sobrou apresentou um conteúdo muito interessante, com mais álcool e com sabor diferenciado. Surgiu daí o atual processo de fabricação desta cerveja e outras que buscam altos teores alcoólicos, pois retira-se a parte congelada onde se encontra maior quantidade de água e no restante fica uma concentração de álcool e insumos. Repetido várias vezes, este processo pode criar cervejas com percentuais alcoólicos astronômicos.

A Aventinus Eisbock possui 12% acl. e sabor bastante complexo. O exemplar degustado foi comprado em 2011 e  aberto um ano após, com validade em 2015.


Características:

Aparência: Cor castanho escuro, turva. Creme médio, de duração breve e cor beje. 

Aroma: Ameixa, passa, malte, caramelo, tostado, caramelo, frutado, fermento e álcool. Complexo.

Sabor: Doce, leve aquecimento, textura licorosa e alta carbonatação. Ameixa, passa, caramelo, chocolate, tostado, álcool.

Percepções pessoais:

Cerveja com coloração escura e bastante turva. Seu creme teve média formação, mas logo se transformou em uma fina camada que durou até o fim do líquido. O aroma, bastante chamativo trouxe toda  sua complexidade, com realce para as notas de frutas passa, tostado, caramelo, caramelo, frutado, fermento e álcool. O sabor segue a mesma complexidade, trazendo uma surpresa a cada gole. Ao primeiro toque ela não é agressiva, mas sente-se logo o calor e sensação picante, em um contexto doce. A textura é é licorosa e ela possui bastante corpo. Aos poucos notas de chocolate e frutado vão sobressaindo, além de leve acidez. O final é doce, com pequena adstringência e alcoólico. Média drinkability. Nota 8,5.

Informações adicionais:


Fabricante: Weissbierbrauerei G. Schneider & Sohn.
Origem: Alemanha.
Família: Lager.
Tipo: 
Weizen Eisbock
Graduação Alcoólica: 12%.
Temperatura ideal: 08 a 12 °C.
Site: http://www.schneider-weisse.de/
Copo: Weizen.
Preço: R$ 18,90 - 330ml.

domingo, 7 de outubro de 2012

Cerveja nacional tem muito milho, afirma pesquisa da USP.

Uma das análises químicas mais completas já feitas com marcas de cerveja do Brasil e do exterior dá peso a uma tendência que estudos menores já indicavam: as grandes marcas nacionais têm elevadas quantidades de milho em sua composição, embora a matéria-prima tradicional da bebida seja a cevada.
São os nomes mais conhecidos do público, como Antarctica, Brahma, Skol e Nova Schin (veja infográfico abaixo). A análise sugere que essas marcas estão no limite da porcentagem de milho como matéria-prima para cerveja que a legislação nacional determina (45%) ou podem até tê-lo ultrapassado.
As empresas produtoras questionaram a análise (leia texto abaixo). Por outro lado, o estudo indicou que algumas cervejas em pequena escala possuem o teor que se esperaria de uma bebida feita só com água, cevada e lúpulo, como reza a tradição alemã.
A pesquisa é assinada por cientistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da USP de Piracicaba, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O grupo piracicabano, coordenado por Luiz Antonio Martinelli, já estudou cervejas antes, além de verificar a presença de álcool de cana no vinho nacional.
"Ninguém aqui está dizendo que a cerveja é pior por ter milho --aliás, eu nem bebo cerveja, só vinho", diz Martinelli. Ele ressalta também que o trabalho tem margens de erro e que o propósito não foi denunciar que certas marcas não seguem a lei.
"A diferença de composição é muito pequena [no caso das que parecem ter muito milho]", diz a bióloga Sílvia Mardegan, orientanda de Martinelli e autora principal do estudo, que sairá na revista científica "Journal of Food Composition and Analysis".
Além disso, ela lembra que só uma unidade de cada marca foi estudada, e que existem variações por lote e por região do país. Por outro lado, a variedade de marcas (77, sendo 49 nacionais e 28 importadas) ajuda a dar um panorama amplo do mercado

Os pesquisadores estabeleceram qual era o "perfil de carbono" da cevada e o do milho e fizeram a mesma análise na cerveja. Se a proporção das variantes do elemento químico na cerveja era intermediário, o veredicto só podia ser um: mistura.
O método tem algumas limitações. Teria mais dificuldade de flagrar o uso de arroz na cerveja, já que o perfil de carbono do arroz é semelhante ao da cevada.
Sady Homrich, especialista em cerveja e colunista do do caderno "Comida", da Folha, diz que o consenso entre cervejeiros é que diminuir o teor de cevada acaba afetando a qualidade da bebida.
Apesar do argumento de que o milho deixaria a cerveja mais leve, Homrich diz que a grande preocupação da indústria é diminuir o custo.

Confira toda matéria AQUI.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Degustação: Cerveja Kirin Ichiban

Fundada nas proximidades de Tokyo em 1888, A Kirin hoje é fabricada nos E.U.A. Seu rótulo é facilmente identificado pelo ser mitológico oriental "Kirin". Segundo a lenda, este animal incrível se recusa a pisar em plantas vivas e não vai comer as coisas vivas. Considerado um prenúncio de eventos auspiciosos, o Kirin é dito ter aparecido ao lado do leito da mãe de Confúcio quando ela estava prestes a dar à luz seu filho. Já "Ichiban", significa número 1.

Características:

Aparência: cor dourada, límpida. Ótima formação de creme e média duração.

Aroma: malte, leveduras, cereais e lúpulo. Suave.

Sabor: malte, cereais, leve lúpulo. Alta carbonatação, final doce, ótima drinkability.

Percepções pessoais:

Esta pale lager mostrou o seu valor. Com belíssima coloração, muita limpidez e creme abundante, ela mostrou uma aparência impecável. O aroma é suave, bastante agradável e apresenta bem o líquido. Na boca temos uma cerveja de sabor bastante equilibrado, com predominância do  malte e cereais. A carbonatação é elevada e fica evidente no copo. Seu final é doce e o retrogosto, apesar de curto é agradável. Ela é uma cerveja leve e equilibrada, segue bem o estilo e acompanha muito bem a culinária japonesa. 

 Informações adicionais:

Origem: U.S.A. / Japão
Tipo: Pale Lager
Graduação Alcoólica: 5,0%
Temperatura ideal: 0º a 4º C
Copo: Lager, mug, tulipa.
Site: http://www.kirin.com
Volume: 355ml
Preço médio: R$10,00

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Way Beer lança Amburana Lager, cerveja maturada em madeira brasileira


A Way Beer lança nesta quinta-feira (20) a Amburana Lager, cerveja maturada em madeira tipicamente brasileira: a Amburana cearenses. O produto já fazia parte dos planos da cervejaria desde sua criação em 2010. Trata-se de uma cerveja que não segue estilo definido, pensada e desenvolvida para ter textura, aroma e sabor únicos. A cerveja chega ao mercado na segunda-feira, e em alguns estabelecimentos já neste fim de semana.

“Esta cerveja é uma obra de arte do cervejeiro Alessandro Oliveira. Estamos muito felizes em agora compartilhar isso com o público”, diz Alejandro Winocur, sócio da cervejaria.

Diferente de muitas cervejas que simplesmente levam madeira na receita após estarem prontas, a Way Beer Amburana Lager foi planejada para isso. “Nós realmente pensamos qual era o resultado que queríamos ter. Projetamos e desenvolvemos com alguns parceiros uma tosta de madeira exclusiva para este produto, e aplicamos técnicas que caracterizam diversas escolas cervejeiras, com muita liberdade e foco voltado para o produto final”, conta Alejandro.

A receita é inspirada nas Lagers escuras e mais alcoólicas da região da Áustria. Com a criatividade brasileira, a Way juntou a tendência internacional de usar madeira em cervejas e a nacionalíssima Amburana. O resultado é uma cerveja escura, encorpada, de alto teor alcoólico e extremamente agradável, criada com personalidade verde e amarela.

sábado, 15 de setembro de 2012

Degustação: Faxe Premium


Fundada na Dinamarca em 1901, sob o nome Fakse Dampbryggeri,  o atual grupo Royal Unibrew, teve um rápido crescimento nas primeiras décadas do século XX, principalmente nas cidades de Zealand, Lolland-Falster e da área de Copenhague. Nesta época a Dinamarca sofria com problemas de falta de água e o grupo que também produzia água e refrigerante, possuía um dos mais profundos poços do país, com 80 metros, nele era possível retirar água filtrada pelo calcário, se tornando referência em pureza. 

Sua expansão pela Europa foi rápida e ela ficou popular pelo pioneirismo  nas latonas de cerveja de 1 litro. No Brasil, recebemos as primeiras importações na década de 90.

Hoje a fabrica possui estrutura para armazenar mais de 600.000 litros de cerveja e capacidade de produzir 90.000 latas por hora. Com sete tipos diferentes, a Royal distribui seus produtos em mais de 16 países. 

Características:

Aparência: Coloração dourada. Creme abundante e de média duração.

Aroma: Suave, maltado. Leve herbal.

Sabor: Malte, leve amargor, carbonatação média, corpo médio. Final amargo(moderado), seco, breve e refrescante.

Percepções pessoais:

Cerveja com embalagem altamente chamativa, por sua beleza e volume. Vertida no copo, revela um líquido de coloração forte, dourado e com creme claro, bastante aerado e abundante. Seu aroma é suave e predominantemente doce, com leve tom herbal ao fundo. O sabor evidencia uma lager premium    bastante digna, com equilíbrio entre o malte e lúpulo, deixando o amargor se fazer presente. Apesar da simplicidade do estilo, ela tem sabor próprio, revelando personalidade. Encorpada para o estilo, com carbonatação média, é uma cerveja fácil de ser bebida e a lata de 1 litro é um bom começo. O final é seco, com leve amargor. 

Ela está bem inserida nas cervejas premium, com personalidade e uma lata necessária em qualquer coleção, sem dúvida fica entre as minhas favoritas no estilo. Nota: 8,0.

Informações adicionais:

Origem: Dinamarca.
Tipo: Premium  American Lager
Graduação Alcoólica: 5,0%
Temperatura ideal: 0º a 4º C
Copo: Mug, caneco, lager.
Site: 
http://www.faxe.com
Volume: 1000ml
Preço médio: R$20,00