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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alemanha consome quase 1/3 da cachaça exportada pelo Brasil.


Segundo levantamento do Instituto Brasileiro da Cachaça, alemães importaram quase 3 milhões de litros da bebida no ano passado. 

Exportação de cachaça aumentou 8,35% em 2011

Os exportadores de cachaça comemoram valores recordes de vendas em todo o mundo. De 2010 para 2011, o setor registrou um aumento de 8,35% no montante alcançado com as vendas, que bateu na casa dos 17,2 milhões de dólares no ano passado. Além da Alemanha, Bolívia (que compra 10,1% da cachaça exportada), Paraguai (8,7%), Portugal (8,3%) e Estados Unidos (5,5%) estão, respectivamente, entre os maiores importadores da aguardente de cana brasileira.
A boa imagem do Brasil no exterior – e, com ela, a aceitação da cachaça pelos paladares estrangeiros – é considerada um dos principais motivos para o chamado "boom da caipirinha". O caminho trilhado até que a brasileiríssima pinga se tornasse um sucesso de vendas no exterior não foi fácil. Leila Lopes, coordenadora de mercados internacionais da cachaça Pitu, conta que ao longo dos 42 anos de atuação na Alemanha foram necessárias algumas mudanças estratégicas para que a bebida ganhasse respeito e espaço nas prateleiras dos mercados do país.
"Inicialmente, a gente não oferecia uma embalagem diferenciada. Nossa cachaça era comercializada em garrafa comum de cerveja, por isso não era considerada apropriada para concorrer no mercado internacional", conta Lopes, explicando que desde os anos 1970 a bebida é exportada do Brasil, mas engarrafada na Alemanha
A boa imagem do Brasil ajudou no 'boom da caipirinha' no exterior

Segundo ela, foi necessária outra adaptação na fórmula da bebida. "O produto no Brasil é adoçado. Já o exportado não é, por exigência do consumidor", revela. Surfando na boa onda de aceitação da bebida brasileira, o importador da Pitu na Alemanha – que, segundo Lopes, já responde por 64% do mercado alemão – oferece uma grande variedade de produtos, além da tradicional cachaça, com a marca da empresa: copo, socador, triturador de gelo, camiseta e até limão.
Classes A e B
O sucesso no exterior e os maiores investimentos na qualidade da cachaça vêm ajudando a bebida a conquistar novos e exigentes consumidores também dentro do próprio Brasil. Antes restrita às classes C e D, a cachaça vem sendo cada vez mais consumida pelas classes A e B, que consumiam mais vodka e uísque.
As marcas ganharam versões mais refinadas, como as envelhecidas em barris especiais, novas embalagens e sabores. As empresas passaram a investir mais em capacitação de mão de obra e marketing.
"Ainda não se serve cachaça num casamento no Brasil, por exemplo. Vemos que a bebida ainda é um pouco marginalizada no país", diz Leila Lopes. Confiante, porém, ela acredita que este é um cenário que, desde 2002, quando a cachaça recebeu um reconhecimento oficial do governo como produto típico brasileiro, está mudando.
Autora: Mariana Santos
Revisão: Soraia Vilela
Fonte: DW

domingo, 18 de setembro de 2011

Foto do dia: "Água Ardente"


"Porque eu me torno mais autêntica quanto mais pareço com o que sonho que sou!"
Ana Raquel

ExpoCachaça Dose Dupla SP

O Mercado Municipal de São Paulo sediou, na última semana, a Expochacaça - Feira e Festival Internacional da Cachaça.


A feira em homenagem ao terceiro destilado mais consumido no mundo acontece desde 1998 e está na 19ª edição. Em 2011, o evento foi realizado em dose dupla, já que a primeira edição ocorreu em junho na capital mineira, Belo Horizonte. Em São Paulo, a realização ficou por conta do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC), Cachaças do Brasil, Mercado Municipal Paulistano e Prefeitura de São Paulo por meio da Coordenação das Subprefeituras.



 Os Números da Cachaça:
*3° destilado mais consumido no mundo;
*86% do market share dos destilados no Brasil;
*1 bilhão e 300 milhões de litros/ano de produção oficial;
*40.000 produtores, sendo 98% de micro e pequenos empresãrios;
*600 mil empregos (entre diretos e indiretos) no Brasil;
*7 bilhões é o valor da economia da cachaça;
*É a Bebida Nacional do Brasil por Decreto Federal;







Os técnicos sensoriais Renato Frascino e Cesar Adames, o jornalista Marco Merguizzo e o sommelier Ezequiel Rodrigues, do restaurante La Frontera degustaram mais de 90 cachaças, que receberam pontuação de 50 a 100 pontos. Cachaças entre 50-59 são consideradas corriqueiras, de 60-69 são consideradas boas, de 70 a 79, muito boas, de 80 a 89 ótimas e de 90 a 100 pontos excelentes. As bebidas foram analisadas puras e posteriormente com adição de água, para ressaltar qualidades e defeitos. Grãos de café, maçã verde, pão e água foram os agentes usados para limpar olfato e paladar.

O painel de cachaças brancas contou com 27 rótulos. O painel de cachaças envelhecidas reuniu 63 diferentes cachaças envelhecidas em madeiras diversas e durante tempos variados.



Classificação do Ranking ExpoCachaça 2011:
Cachaças Brancas
1- Casa Bucco
2- Branca de Minas
3- A Tentadora
4- Pé do Morro
5- Engenho São Luiz
6- Santo Grau Século XVIII
7- Germana Soul
8- Ouro 1 Prata
9- Batista
10- Engenho d’Ouro

Cachaças Envelhecidas
1- Pedra Branca
2- Magnífica Soleira
3- Velho Alambique
4- Germana Heritage
5- Chacrinha Ouro
6- Dona Beja Sarau
7- Vale Verde 12 Anos
8- Magnífica Envelhecida
9- Colombina
10- Capim Cheiroso


terça-feira, 30 de março de 2010

A Arte de Degustar Cachaça





Degustar uma boa cachaça é uma arte que deve ser praticada por puro prazer e com moderação.

Diz a sabedoria popular que, se conselho fosse bom, seria vendido e não dado. Então, em vez de conselho, vamos dar a seguir apenas umas dicas para quem aprecia uma boa cachaça e quer tirar o máximo de proveito na degustação.

Quando se toma uma cachaça, é preciso observar a ‘agressividade’, a acidez, o sabor alcoólico inicial e residual. A doçura também deve ser observada: é positiva se ela for resultante dos compostos doces do próprio produto e do método de armazenamento (quando também recebe açúcares provenientes da madeira na qual a cachaça é armazenada). É negativa quando é resultante da adição de sacarose. Muitas vezes, o açúcar mascara sabores ruins.

- Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos. O degustador também avalia a aparência da bebida e não só o seu sabor. Em seguida, ele a cheira: o aroma deve ser agradável e dar vontade de continuar cheirando – além de despertar a vontade de saboreá-la.
O aroma da cachaça não pode agredir o olfato. Bebidas que exalam cheiro desagradável ou que o odor chega a irritar os olhos podem ser associadas principalmente à falta de higiene em sua fabricação. Cachaças de qualidade apresentam aroma frutado e adocicado. 

- Sua acidez é comprovada nas laterais da língua e o paladar adocicado na ponta da língua. No céu da boca pode-se identificar a presença excessiva de cobre. A cachaça deve ser colocada e mantida na boca por alguns segundos. Não deve apresentar gosto de álcool e, acima de tudo, não deve dar vontade do degustador cuspir, ato muito comum quando se ingere bebidas de má qualidade. Ao ser engolida a cachaça esta deve descer bem, ou “redonda” como dizem os adeptos da bebida, sem “queimar”.

- A boa cachaça deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o cálice deve ser liso, transparente e de boca larga. A bebida queima agradavelmente na boca, “descendo bem suave”.

- O degustador de cachaça, quando a coloca em contato com a língua por alguns segundos, sabe definir o paladar: adocicado, ácido, amargo ou salgado.

- No processo de degustação de várias cachaças de gradação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro.

- Para degustar uma dose, o ‘cachaçólogo’ demora de 15 a 20 minutos. Um coquetel e uma batida requerem de 20 a 30 minutos.

A boa cachaça


Uma boa cachaça, geralmente, tem aroma suave. Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida.

- A busca pela qualidade começa no preparo do solo. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. O plantio precisa ocorrer na época correta, assim como a colheita. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são igualmente importantes.


- A cachaça de qualidade precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos numa boa madeira. Se ficar acima de oito anos, vira produto nobre e ganha status.

Harmonização com pratos


- É uma tendência degustar cachaça com pratos que com ela ‘combinam’. No entanto, o gosto popular mostra que os melhores acompanhamentos são o torresmo e a pururuca.

- Sabe-se também que a cachaça é um ótimo digestivo, sendo assim, pode ser degustada antes das refeições, como aperitivo, e depois delas, para colaborar na digestão.

- As bebidas podem ser combinadas tanto por contraste quanto por aproximação, mas o que prevalece é o elemento predominante de cada prato, como o tempero ou molho.

- As cachaças, por exemplo, podem ser entendidas por meio da combinação de cores: por serem neutras e realçarem o sabor da comida, as brancas, harmonizam melhor com comidas fortes, como carnes; já as envelhecidas, combinam melhor com pratos suaves como peixes.

Fonte: http://www.alambiquedacachaca.com.br